Como vai a sua marca? Trabalhando sua imagem profissional

Categoria: Negócios
Data de publicacao: August 28th, 2008

Uma boa noite a todos!

Como vai você em sua empresa? Como todos os vêem? Você é realmente encarado como um profissional de sucesso?

Se sim, que ótimo! Mas se você achou estranhas essas indagações, se você acredita que só precisa “acordar todos os dias e trabalhar suas oito horas”, você está muito enganado, meu caro, e até me admiro de você ainda estar empregado!

O profissional de hoje quando cuida de sua imagem sempre possui seu lugar no mercado: é aquela pessoa procurada por todas as empresas, atua em diversos projetos e ainda consegue tempo para atualizar-se (e muito!).

Já o profissional que se esquece de promover sua imagem profissional é aquele que ninguém lembra que ele está lá, último a ser escolhido para atuar nos projetos ou quando vai sair alguma promoção.

Mas por que será que é tão importante trabalhar sua imagem, seu marketing profissional? Que “marca” é essa que nós profissionais precisamos criar de nós mesmos?

Criar uma imagem não quer dizer que você precisa mentir sobre si mesmo, pelo contrário, mentiras somente criam um falso reflexo que será facilmente desfeito na primeira oportunidade.

Criar uma imagem profissional, trabalhar o seu “marketing pessoal”, trata-se de você desenvolver atividades e ações que possam ajudá-lo de alguma forma a galgar melhores posições no mercado, e isso independe de você ser um empregado, um profissional autônomo ou um empresário de uma grande multinacional.

Claro, cada caso é um caso, mas podemos definir algumas coisas que você pode fazer para ser um melhor profissional:

Preocupe-se desde já com a sua vida profissional

Um grande erro que muitas pessoas cometem é pensar que podem adiar para amanhã ou depois para se preocupar com a sua vida pessoal. Quantos estudantes em universidades não estão lá simplesmente querendo concluir seu curso, sem ao menos cogitar em que área pretendem seguir?

“Não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje”. Eu mesmo poderia ter me preparado melhor para o hoje se eu tivesse isso em mente mais cedo ainda. Como diria o velho fazendeiro preguiçoso e arrependido: “Hoje eu poderia estar a colher mais frutos, em vez de ficar mais tempo plantando”. :)

Networking

Este é um termo que cada vez mais vem sendo empregado a fim de designar a rede de contatos que você mantém com outras pessoas com quem você compartilha algum interesse. Pode ser uma rede para estudos, uma rede de colegas da mesma área de trabalho, enfim, é uma rede que visa a troca de informações sobre algo ou mesmo a promoção de seus participantes.

Lembra-se que alguns anos atrás falava-se muito em QI, o famoso “Quem Indique”?

Pois é, antes usado como forma pejorativa, hoje é encarada de forma positiva essa formação de contatos, essa rede de profissionais, principalmente aqueles que realmente possuem algo a lhe oferecer.

Se você quer alcançar algum objetivo profissional, lembre-se sempre que a caminhada é árdua e, com amigos, ela pode ser um pouco mais fácil.

Mas… onde ir atrás dessas pessoas para constituir essa rede, essa network?

Bem, você encontrará excelentes profissionais nos mais diversos lugares: em sua empresa (ou mesmo na empresa de concorrentes), em cursos, em palestras, em congressos, em encontros de sua área, etc. Na verdade, até a Internet está aí para lhe ajudar nessa tarefa. :)

Busque aperfeiçoamento

Seis meses. Este é o tempo máximo que um bom profissional pode levar para aperfeiçoar seus conhecimentos em algo. Em outras palavras: ao menos duas vezes por ano você deveria buscar algum tipo de aperfeiçoamento.

Mas, o que melhorar? Bem, depende de o que está mais deficiente em sua vida profissional. Abaixo, algumas sugestões:

  • Estudo de línguas - você pode melhorar a sua capacidade de compreensão, escrita e pronúncia em língua inglesa, na sua própria língua ou alguma outra língua estrangeira de seu interesse e que possa agregar algum valor em sua profissão;
  • Desenvolver suas capacidades de liderança, de resolver problemas, trabalho em equipe, relacionamento com o cliente, de comunicação, ética no trabalho, bem como em outras atividades;
  • Fazer leituras mesmo que rápidas sobre outras áreas, como finanças (aqui, vou indicar toda a nossa categoria finanças :) ), marketing, técnicas de vendas, etc.

Procure novas ferramentas de trabalho

Busque aprender sobre novas metodologias que você possa empregar em seu trabalho, novos softwares que você possa empregar em seu dia-a-dia, enfim, encontre meios que possam tornar sua tarefa mais fácil e agradável. Para que desgastar-se muito quando você pode fazer melhor e mais rápido?

Para este fim, selecionei alguns textos que acredito podem lhe ajudar a compreender um pouco mais sobre este assunto:

A tecnologia em nossas vidas

Como os blogs revolucionaram a Internet (contém links para textos sobre comunicação e web2.0 :D )

A mão-de-obra criativa

E para quem está começando ou buscando uma nova carreira…

Procure mais sobre como participar de uma entrevista de emprego, como melhor estruturar seu currículo e outras coisas mais. :)

Bem, em outra hora falaremos mais sobre este assunto, por agora, espero ter feito uma boa introdução sobre o assunto: agora é a sua vez, vai lá e põe em prática. ;)


Balanço Geral: O Brasil nas Olimpíadas

Categoria: Geral
Data de publicacao: August 26th, 2008

É, pessoal.

O Brasil fechou sua participação nas Olimpíadas de Pequim em 23º lugar. Não era o esperado por nós, brasileiros, que tanto ouvíamos nossas emissoras de TV narrarem “patrioticamente” os treinos e jogos.

Além do mais, não vejo como não poderíamos esperar menos do que o melhor de nosso país: se estivéssemos contentes com somente o 23º lugar, estaríamos no mínimo assumindo que acreditamos que há pelo menos países que não podemos superar nos esportes. E brasileiro que é brasileiro tem que ir à luta, com raça e fé, para conquistar aquilo que é seu, sendo assim, o 23º é pouco para nós e é atrás de mais que iremos nas próximas competições. :)

No total tivemos três medalhas de ouro, quatro medalhas de prata e oito medalhas de bronze.

Sim, poderiam ter sido mais. Sim, poderíamos ter disputado melhor. Mas o que importa é: são nossas. Ou melhor, elas pertencem aos atletas que foram lá, deram seu sangue, anos de treinamento e provaram que aqui no Brasil ainda tem muita garra e fibra para superar qualquer obstáculo.

Uma coisa que me deixava triste quando ligava a TV e ouvia algum atleta nosso que perdera é que muitas vezes ele se justificava pedindo desculpas, afirmando que deveria ter treinado mais, etc. A minha mensagem é: nada disso! O que você tem que dizer é, de cabeça erguida, que você foi lá, fez o seu melhor e que aprendeu muito para as próximas competições. A vida é um grande conjunto de lições onde vamos aprendendo, uma após a outra, e assim tornando-nos melhores e mais aptos.

Se você, atleta, simplesmente joga a toalha, chora e diz que poderia ter feito melhor, você não está dando o devido valor aos pelo menos quatro anos que você passou treinando para estar lá, para estar apto para as Olimpíadas. Se o Brasil escolheu você para representá-lo é porque o Brasil o considera o melhor naquela categoria e fim de papo, vai lá e prova que você é o melhor. Não foi desta vez? Treina mais ainda e vai lá de novo, pois você já tem experiência, sabe do que passou e pode passar e, assim sendo, tem condições de fazer “melhor e mais bonito” da próxima vez.

Como já diria Renato Russo: “Não me entrego sem lutar, tenho ainda coração, não aprendi a me render, que caia o inimigo então”.

Gostaria, então, de deixar aqui meus sinceros agradecimentos e parabéns a cada um dos vários brasileiros que participaram das Olimpíadas e que trouxeram o ouro, a prata, o bronze ou ao menos a experiência para as próximas competições, pois uma coisa que aprendo a cada dia que se passa é que nós não aprendemos com as vitórias, mas sim com as derrotas - e se você aprendeu aonde errou, pode ter certeza, o resultado desta Olimpíada terá sido melhor que qualquer ouro que tivesse recebido sem saber como conquistou.

O Brasil não “imperou” nas Olimpíadas de Pequim, mas ainda temos tantas outras pela frente. O que precisamos é construir um povo forte e apaixonado pela sua nação, pois este sim faz o que é preciso para ver a estrela de seu país brilhar dentre todas as demais.

E vamos que vamos! ;)


Como tomar decisões?

Categoria: Educação, Negócios
Data de publicacao: August 25th, 2008

Boa noite a todos!

Já são 21:21 da noite, já decidiu o que irá fazer amanhã? Hoje é segunda-feira, seu dia de trabalho já se foi, o prazo para a entrega daquele projeto também, e agora, o que fazer? Justificar o atraso e pedir mais tempo? Tentar “apertar o passo”? Procurar “apontar um culpado” e livrar-se do problema (coisa feia :P ) ? E os seus chefes, o que será que eles irão decidir?

É, pessoal, tomar decisões nem sempre é fácil, principalmente porque muitas vezes temos inúmeras opções e não há nenhuma setinha, luz ou qualquer coisa piscando em torno daquela que é a certa para sabermos qual devemos tomar.

Os principais obstáculos na tomada de uma decisão são:

a) Falta de informações sobre o problema ou situação;
b) Inexperiência da pessoa responsável por tomar a decisão (o “decision-maker”, como é chamado em outros países);
c) Medo das conseqüências que a mesma pode ter, para a organização, família, a própria pessoa, etc.

Desta forma, se você quer realmente tomar uma boa decisão, é importante resolver cada um dos problemas anteriores (claro, você não pode eliminar a inexperiência de alguém, senão por treinamento e fazendo-a tomar decisões freqüentemente, mas os outros problemas são mais fáceis de resolver :) ).

Como gosto muito de ler revistas e sites voltados para os negócios, acabei por aprender algumas regrinhas que aparecem como consenso nelas e, após refletir um pouco, pude formar aquelas que vou apresentar agora.

Analise as opções com bastante calma

Podemos dividir o processo decisório em duas partes: analisar e decidir.

A análise corresponde à reunião de todas as informações necessárias bem como processá-las a fim de conhecer o panorama que cada uma delas expõe. Se você está planejando as contas de sua casa a fim de conseguir que no fim do ano tenham algum dinheiro para a viagem de férias, a análise compreende você reunir todas as informações sobre gastos e qual o valor dos proventos seu e de sua esposa.

A análise possui como objetivo coletar diversas informações e transformá-las em conhecimentos. A partir das informações coletadas, você pode perceber que você e sua esposa estão gastando muito em coisas supérfluas. Esta é uma informação (ou conhecimento, como geralmente chamamos) advinda da análise dos gastos e tipos de gastos que cada um possui.

Se você fizer um bom levantamento das informações, fica mais fácil analisar os mesmos e levantar hipóteses ou possíveis soluções.

Por mais que pareça que não há tempo suficiente (e geralmente é nesta situação em que nos encontramos, numa verdadeira “sinuca de bico”), tentar “economizar tempo” levando menos tempo para analisar e levantar todo o panorama bem como possíveis soluções pode ser um erro que lhe custará muito caro.

No exemplo da economia para a viagem, por exemplo, a família poderia optar por cortar o seguro de vida (que pode ter um valor em torno de R$ 10,00 por mês) por falta de planejamento, ao se pensar que este faz parte do problema. O fato é que por não verem um retorno imediato sobre este investimento, mal perceberam que seus gastos com coisas desnecessárias atingem a casa dos R$ 200,00 mensais, sendo assim, uma redução de 25% deste valor seria muito mais eficaz que a suspensão do primeiro (vale lembrar que em muitos seguros de vida a suspensão do mesmo sem motivos válidos leva à perda de todo o valor nele investido, o que pode significar uma grande perda dependendo de quanto tempo e dinheiro já havia sido investido).

Cuidado com a intuição e com a emoção

A intuição é importante, mas deve ser usada com cautela.

Geralmente nossa intuição provém da associação do problema com problemas anteriores que possuam alguma relação. Desta forma, nossa mente reavalia quais medidas tomamos nos mesmos e quais os resultados obtidos. Se os resultados foram positivos, nossa mente reforça o interesse sobre aquelas medidas tomadas, caso contrário, rejeita-as.

Dito assim, percebemos que nossa intuição carrega muito de nossa experiência. Quanto mais experiência nós temos, mais nossa intuição parece estar “sempre certa”, não é verdade?

O problema é que facilmente podemos mesclar nossas emoções com essas experiências, assim, nossa intuição pode começar a nos guiar por um caminho que mais reflete preferência do “decision-maker” do que uma possível solução.

Intuição é bom, mas deve ser bem dosada. Quanto maior a experiência da pessoa (e maior o número de resultados positivos que ela conseguiu em suas decisões), mais peso pode ter a sua importância, da mesma forma, quanto mais emotivo ele for, mais se deve tomar cuidado, pois não devemos tomar decisões somente “baseados em nossas emoções”.

Emoções são subjetivas e decisões são pensamentos, um planejamento que deve ser transformado em ações objetivas.

Saiba levar em conta suas experiências passadas, bem como as de outrém

Sempre dizemos que levamos em conta nossas experiências passadas na tomada de novas decisões, mas será que fazemos isso corretamente?

Após cada tomada de decisão e execução de ações, você gera um relatório de erros e acertos para que seja mais tarde analisado em caso de novas decisões?

No caso de problemas em família, não precisamos criar um relatório de vinte páginas e exigir a assinatura de cada pessoa da família para legitimá-lo, basta que sejam feitas reuniões para se conversar sobre os erros e, então, repensar as decisões.

Já no caso de empresas, documentar é sempre interessante, tanto para a empresa quanto para o funcionário. Para a empresa, é uma garantia de que aquilo que foi aprendido será mais facilmente passado aos demais. Para o funcionário, é uma forma de proteger-se contra possíveis confusões que possam ser feitas mais tarde, bem como uma ferramenta de apoio na tomada de novas decisões.

É incrível que em cada projeto, seja na indústria automobilística, seja em desenvolvimento de softwares, sempre se prega a elaboração de uma documentação sobre os problemsa enfrentados no projeto a fim de permitir pensar em novas soluções, mas infelizmente tal documentação é quase sempre esquecida. :(

Além disso, lembre-se que você não está sozinho: procure conversar com outras pessoas que já passaram ou que podem passar por problema similar e busque novas alternativas.

Muitas vezes temos vergonha de falar que estamos com um problema. Até parece que, por termos conversado sobre o mesmo, demonstramos ser incapazes. Incapacidade demonstramos é quando não conseguimos resolver o problema!

Saiba tomar a decisão na hora certa

Nem rápido demais, nem demorado demais. Saber a hora certa para se tomar uma decisão e, assim sendo, executá-la, pode significar o sucesso em alcançar um objetivo.

Voltemos ao exemplo da família que quer viajar. Suponha que eles já fizeram a análise mas ainda não possuem certeza de devem ou não reduzir os custos com algumas coisas. Por ser uma decisão que podem tomar em qualquer momento, decidem por não optar agora.

Dois meses depois, olhando novamente o orçamento, todos concordaram que deveriam fazer reduções.

Ao final do ano, eles já tinham conseguido economizar algum dinheiro, mas não o suficiente para as férias. E se eles tivessem decidido isso antes, teria sido diferente?

Da mesma forma, tomar decisões precipitadamente pode fazê-lo escolher algo que não é o correto. O casal poderia, de forma precipitada, ter visto o reforço escolar como um custo adicional que poderia ser dispensado. Será que o rendimento escolar do aluno continuará bom? Se os pais empenharem-se em acompanhar e orientar, talvez, mas se eles não tiverem tempo, este pode realmente representar um problema.

Bem, com essas quatro dicas, acredito que agora será mais fácil tomar uma melhor decisão em seu projeto ou em sua vida. ;)


Olá! Você fala português?

Categoria: Educação
Data de publicacao: August 24th, 2008

Olá, pessoal, tudo bem?

Aqui estamos, mais uma vez, para sentar e pensar um pouco: será que falamos realmente a língua portuguesa?

Não, não falo da língua portuguesa como ela é falada em Portugal ou em outros países, falo da língua portuguesa falada aqui mesmo no Brasil.

Pronto, você já deve ter pensado: “ele vai falar do pessoal que não fala certinho como está na gramática”. Sim e não.

Não porque não estou aqui para interpretar um “professor de português severo” que exige que o aluno saiba de cor até mesmo as regras para todos os casos em que se deve usar ponto-e-vírgula (devo confessar que eu mesmo confundo-me às vezes nisso :) ), mas também não acho correto quando alguém vai até outra pessoa, lista de discussão ou fórum e começa a falar do jeito que bem quiser.

Certa vez vi um dos participantes de um fórum falar de forma totalmente estranha (é, aquele clássico texto cheio de “qdu” e “jenti prixisu di ajuda” e tantas outras coisas mais que só o camarada que escreveu consegue entender).

O fato é que aquela pessoa estava ali buscando ajuda para aprender sobre algo, mas ninguém conseguia compreender o que ele havia escrito. Eis que comentamos que ele deveria reescrever o texto a fim de que ficasse compreensível a leitura.

A resposta, que mais pareceria proferida por um “aluno repetente e rebelde”, foi: “Aff, mas até aqui vai ter gente querendo bancar o professor? Aqui eu sou livre, falo como eu quiser” (não, ele não falou desta forma, mas se eu escrever como ele escreveu, vocês também vão levar algumas horas para decifrar o “enigma”. :) ).

O que aconteceu? Simplesmente todos “deram as costas” a ele, que ficou lá, esperando por uma resposta.

Este é um exemplo muito claro de “por que precisamos aprender a língua portuguesa”. Eu defendo o bom uso dela, pois se cada um começar a falar do jeito que bem entender, em algum momento cada qual terá seu próprio “dialeto” e ninguém entenderá mais ninguém - será a Torre de Babel brasileira.

Sim, e se você não compreendesse o que eu falo, não poderíamos estar aqui conversando sobre finanças, negócios, educação ou mesmo sobre nossa querida língua portuguesa, já que ninguém entenderia ninguém.

É o fim do conceito de sociedade como conhecemos e de todos os outros conceitos dependentes da boa comunicação (comércio, educação, governo, etc.) que é praticamente tudo o que conhecemos.

Desta forma, algo ou alguém deveria regulamentar o estudo da língua para garantir a boa comunicação, não?

Entram, então, três fortes aliados: o professor, a gramática e o dicionário.

Bem, acredito que todos já devem conhecer o papel do professor como orientador, fomentador de discussões e instigador da curiosidade dos alunos, sendo assim, vou falar dos outros dois elementos que, muitas vezes, nossos estudantes fingem “não lembrar que eles existem”.

Vai, me diz aí, quando foi a última vez que você abriu uma gramática para solucionar alguma dúvida? Ah, vai me dizer que já terminou o ensino médio e por isso acredita que não mais precisa dela? Ah, já está na universidade, vestibular nunca mais? A carreira já está garantida, por que mais iria querer ficar lendo gramática?

Pois é, meu caro, se você acredita que é como andar de bicicleta e que a gente nunca mais esquece, peça para alguém que não anda há muitos anos em uma e você perceberá que ela terá muita dificuldade até voltar ao costume. E se ela estivesse sempre praticando, andando de bicicleta um pouco aqui ou acolá? Com certeza a dificuldade seria menor ou nem mesmo haveria, não é?

É isso o que acontece com quem pratica, com quem sempre usa a gramática e o dicionário, aliás, gostaria de derrubar uma crença ridícula que muitos criaram em torno do dicionário e acaba por muitas vezes “justificar o não-uso”, que é o fato de chamá-lo de “pai dos burros”.

A minha vida inteira sempre fui um aluno muito bom, excelente desempenho na escola, uma boa graduação e ainda hoje, diante deste monitor escrevendo para vocês, basta eu olhar para o lado e eu vejo aqui o dicionário da língua portuguesa (na verdade, o minidicionário :) ).

Tenho aqui sempre comigo o dicionário da língua portuguesa, o dicionário inglês-português e também um de espanhol-português (este último, na escrivaninha à esquerda, onde fica o nosso outro PC).

Se eu me sinto burro por dizer que uso dicionário? De jeito algum! Muito pelo contrário, eu me sinto inteligente, pois ao menor sinal de dúvida em alguma palavra, lanço mão de um deles e obtenho uma resposta confiável.

Ficou na dúvida se é conciência ou consciência? Vou lá no dicionário (não, claro que esta eu sei como se escreve, mas já tive tantas outras dúvidas e o dicionário salvou-me).

É muito melhor eu “resolver meu problema” aqui, antes de publicar, a só quando for muito tarde eu perceber a “mancada” que dei.

Já vi várias propagandas, algumas inclusive de instituições de ensino, com erros de ortografia! Que confiança eu posso ter na educação oferecida por uma dessas instituições quando nem mesmo ela sabe escrever corretamente? Ah, mas não foi ela quem escreveu o texto da propaganda? Essa resposta não cola, pois eles possuem o direito (eu diria dever) de revisar o que será colocado na propaganda antes de ir ao ar.

Não importa se para a escola, vestibular, entrevista de emprego, uma carta formal ou mesmo para uma simples resposta a um fórum, a forma como você fala diz quem você é. Se você não consegue manter uma conversa ao menos compreensível com outra pessoa, como esperar que ela dê-lhe o devido crédito?

Vários são os erros que costumamos cometer, um deles é quanto ao uso de estrangeirismos. Concordo com muitos profissionais e professores que certos estrangeirismos são mais que importantes, por exemplo o termo marketing. Este termo já é tão empregado que não mais passa a idéia de palavra estrangeira, de “chiquê”, como algumas pessoas que enrolam a língua para falar “engrish” julgam. Agora, quando usam “off” em vez de “desconto”, “cash” em vez de “caixa” ou “dinheiro”, bem… Em nada há de “chiquê” em se utilizar um termo de outra língua quando há outro que pode ser tão bem empregado em seu próprio idioma.

Aliás, às vezes nem mesmo é preciso pegar emprestado termos de outros idiomas. Algumas pessoas abusam no uso de termos muito rebuscados para parecerem cultos. Bem, se você começa a empregar termos que ninguém conhece somente porque acha que assim parece culto, você vai parecer mesmo é um exibicionista. A linguagem foi criada para a comunicação, então se você não consegue utilizá-la para comunicar-se, ou seja, fazer-se entender, está cometendo o crime mais grave que se pode cometer contra a língua.

Outro problema que vemos cada vez mais é quanto ao internetês, esse idioma que acabou sendo criado por meio da modificação, redução e repetição de letras e fonemas em palavras já existentes, bem como a adoção de algumas novas (tais como estrangeirismos ou neologismos - neologismo é quando você cria uma nova palavra para expressar uma nova idéia ou uma já representada por alguma outra palavra).

Quando o internetês está somente entre internautas que usam e compreendem a mesma, tudo está ótimo. O problema é que o internetês não é regulamentado, logo cada qual vai fazendo alterações segundo suas necessidades, de tal forma que o internetês que alguém fala em um lugar pode ser muito diferente do internetês que outra pessoa fala. Ambas acreditam então estar falando a mesma “língua”, mas uma não consegue compreender a outra.

Além disso, não é porque estamos na Internet, em um meio virtual, que todas as regras que conhecemos no meio real “caem por terra”. Em muitos fóruns sérios a língua portuguesa é muito bem respeitada como um dos princípios para o bom uso do mesmo. Ninguém quer ser seu professor de português, mas ninguém quer ter que “bancar” o arqueólogo para tentar decifrar o que você escreve.

Além do que, se quer ser “chique” mesmo, se quer parecer culto, o melhor a fazer é falar a língua portuguesa de forma que todos o compreendam, sem exageros. Se todos o entendem, não fica dúvidas sobre o que você pensa, então só cabe a você transmitir da melhor forma aquilo em que você crê.

É, espero ter feito bom uso da língua portuguesa aqui. :)


No meio do caminho… Tinha Carlos Drummond de Andrade!

Categoria: Educação, Entretenimento, Literatura
Data de publicacao: August 23rd, 2008

Em homenagem aos 80 anos da publicação do poema “No meio do Caminho”, a LivroClip publica um jogo chamado “Drummond e o Jogo da Pedra”.

Se você também gosta deste autor brasileiro (e muita gente gosta, devido ao estilo do mesmo que sempre aparenta bastante contemporâneo para quem lê), então nada melhor que deliciar-se jogando este jogo, não?

Então o que estamos esperando? Aí está o jogo da turma do LivroClip!

E se você gostou do jogo, que tal dar um pulo no hotsite do jogo disponibilizado pela LivroClip, onde você conseguirá muito mais informação e diversão? ;)

Hotsite do jogo Carlos Drummond de Andrade na LivroClip

Parabéns à LivroClip por ter desenvolvido esse jogo agradável, divertido e que incentiva o estudo da arte de Drummond!