Poupança, Fundo de Investimento ou Ações?
Mais um olá a todos!
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Aqui estamos a discutir mais um assunto, sendo que, desta vez, quero falar a respeito de como melhor investir o seu dinheiro: em poupança, em fundos de investimento ou em ações?
Antes que pensei que se trata de mais um “economista chato a falar sobre como ficar rico, sendo que nem mesmo ele é”, vou logo dizendo que vocês estão parcialmente corretos: não sou economista, mas assumo que sou chato
; não vou falar sobre como ficar rico, mas sobre como conseguir, quem sabe, “um algum a mais com o que já tem”, e, por fim, vocês têm razão: não sou rico. Se fosse, talvez estivesse em alguma praia particular curtindo a vida agora – sou só mais um nerd que gosta de falar e discutir sobre assuntos diversos.
Aos que estão chegando agora, antes de fazer a leitura deste tópico, aconselho a leitura de um outro tópico que aqui publiquei que trata também sobre o assunto “investimentos”:
Na verdade, estas não são as únicas formas de poupar/investir: quem quiser conhecer mais a fundo vai se deparar com termos como tÃtulos de capital pré e pós-fixado, PGBL e VGBL (espero tratar destes em outra oportunidade), venture capital, etc.
Por enquanto, queremos simplificar ao máximo, pois quão mais complexas são as informações e possibilidades, mais tempo demandaremos para estudos e compreensão daquilo que almejamos (você não vai querer empurrar seu dinheiro que você economizou durante meses/anos em qualquer coisa e rezar para que dê certo, vai?).
Bem, das três opções que discutiremos aqui, aquela que apresenta maior segurança (e portanto menor preocupação) é a poupança. Quando você coloca o seu dinheiro numa caderneta de poupança, você sabe que:
- Ele irá render (pouco, mas irá) e que terá seu valor corrigido mensalmente;
- Não incidirá imposto de renda sobre ele (menos dor de cabeça para você
); - Cada agência bancária dita como você deve proceder (cuidados, etc.), por exemplo, no Banco do Brasil, é interessante que seu dinheiro permaneça por ao menos três meses lá sem movimentação de retirada, a fim de não pagar uma taxa extra sobre aquela movimentação. Além disso, é necessária alguma movimentação (entrada ou saÃda de dinheiro) em um prazo máximo de 90 dias, sob risco de ter a poupança desativada (e, então, você terá que pagar uma taxa para a reativação);
Há algum tempo mantenho uma caderneta de poupança (para o caso de vir a ter alguma emergência, pois nunca se sabe o dia de amanhã, principalmente quando você é um freelancer O_o ) e com o tempo fui percebendo algumas coisas, que agora quero lhes passar como conselhos:
- Se você ainda é estudante e é somente um estagiário, com certeza de todas as opções aqui apresentadas a poupança é a melhor para você. Busque economizar e mantr em poupança algum capital – você pode precisar dele para algum congresso importante, aquisição de novos livros, ou qualquer outro tipo de necessidade. Busque colocar no mÃnimo uns R$ 50,00 / 20% em sua poupança mensalmente;
- Se você ainda não possui nenhum dos três e está caindo de pára-quedas nesta agora, a poupança também é a melhor opção para você;
- Crie o hábito de regularmente colocar dinheiro na caderneta, conferir o quanto há nela e estimar o quanto você terá em um determinado perÃodo, assim você poderá saber melhor quanto a quando terá quantia suficiente para algo que deseje;
- Evite retirar o dinheiro dela nos primeiros três ou quatro meses, a fim de evitar as taxas existentes nesse perÃodo quando há movimentação;
- Não espere altos rendimentos – a poupança, como fora dito, é um meio que rende sempre, mas o rendimento é baixo.
Pronto! Você agora já é um poupador! Passado algum tempo, você começa a pensar em como “fazer o seu dinheiro trabalhar mais por você”. Você já está pensando em como investi-lo.
A primeira possibilidade (e é a que vamos discutir agora) são os fundos de investimento – cada agência bancária possui os seus fundos, bem como há diversas instituições especÃficas para isso.
Um fundo de investimento utiliza-se de seu capital para investir em empresas (similarmente à poupança, só que aqui os riscos são um pouco maiores). O rendimento mensal é um pouco maior, porém varia mais que o da poupança (nas últimas vezes em que chequei, a média de rendimento de um fundo BB era superior ao da poupança BB) e incide imposto de renda.
De acordo com a instituição, há diversos tipos de fundos de investimentos: alguns em que você investe determinada quantia e só poderá retirar seu dinheiro após um prazo mÃnimo, outros em que você investe um montante inicial e a cada mês deve investir um novo valor mÃnimo (este é o praticado pelos fundos do Banco do Brasil).
A fins de experimentação, espere ter capital suficiente (com uma boa parte já na poupança) e, então, entre em um fundo de investimento. Assim, você poderá conferir, na prática, se o fundo de investimento estará rendendo tão bem quanto a poupança e poderá decidir como melhor proceder (manter ainda parte em poupança, transferir maior ou menor quantidade para o fundo de investimento, etc.).
Antes de entrar no primeiro fundo de investimento, é interessante que:
- Analise vários tipos de fundos de investimento – conheça as taxas que você terá que pagar (se mensais ou por operação, por exemplo), as taxas de rendimento que aquele fundo tem conseguido, etc;
- Verifique se você conseguirá montante suficiente para manter-se ao menos no perÃodo indicado pelo fundo de investimento (pois você pode perder dinheiro se precisar sair do mesmo antes por precisar do dinheiro);
Feita a escolha e após alguns meses atuando sobre o seu fundo (sem malÃcias
) e levando-se em consideração as mesmas regras que descrevi na poupança (ou seja, mantenha vigilância sobre o quanto está entrando e saindo de seu fundo de investimento, etc.), você já pode se considerar um bom investidor! Parabéns!
Após este, você pode estar com capital suficiente para dizer: eu quero ganhar mais com o meu dinheiro e tenho uma boa margem de tolerância quanto à descapitalização. Você está pronto para as ações!
Ações são papéis que lhe garantem um determinado percentual sobre os rendimentos de uma empresa (ou mesmo sobre a empresa). Por estar fortemente vinculada a uma empresa, o valor de uma determinada ação subirá ou descerá de acordo com vários fatores que circundam a empresa, como o número de produtos oferecidos, seu tempo de mercado, sua atual reputação, crises que tenha enfrentado, etc.
Perceba então que você pode adquirir ações de uma empresa e, com o tempo, elas subirem muito; entretanto, elas também podem perder valor, e você estaria, então, perdendo dinheiro.
Muitas empresas praticam a divisão de dividendos (lucros que a empresa teve) com os acionistas da mesma, permitindo assim que você tenha alguma outra forma de ter lucros com a mesma, além da compra e venda de ações. Além disso, quando novos papéis são emitidos, os atuais acionistas possuem preferência na compra dos mesmos.
Não atuo ainda com ações (por enquanto
), então não há muitas dicas “por experiência própria” que eu possa dar, mas do que estudo e analiso por aÃ, algumas principais são:
- Busque ações que sejam compatÃveis com seu perfil, ou seja, se você não pode correr muitos riscos, é preferÃvel ações que rendam pouco mas que possuam baixo risco, a ações com grandes riscos e potencial de rentabilidade;
- Diversifique seus investimentos: não invista só em ações, bem como não tenha ações de um único tipo, desta forma, se você tiver uma ação descapitalizada, as demais operações podem cobrir o déficit;
- É preferÃvel manter o capital o máximo de tempo possÃvel, visando o lucro a médio / longo prazo. Numa pesquisa da Você S/A, constatou-se que se uma pessoa investisse R$ 10.000,00 em ações certas em 1960 e mantivesse o capital lá até hoje (38 anos), teria mais de R$ 316.000,00 , entretanto, se essa pessoa tivesse investido os mesmos R$ 10.000,00 em ações certas, mas retirasse e recolocasse o seu capital somente seis vezes durante esse perÃodo (provavelmente, diante de uma descapitalização), o total obtido seria de pouco mais de R$ 15.000,00 , ou seja, conseguiria somente 50% de rendimento naqueles 38 anos. Bem diferente em relação ao anterior, não?
- Saiba que sempre há riscos – se fosse 100% seguro, todo mundo seria acionista, não?
Bem, é isso. Espero que o que eu disse aqui tenha ajudado alguém a compreender melhor como pode conseguir maior segurança em seus investimentos.
Da próxima vez, acho que vou tentar falar sobre PGBL, VGBL e outras formas de garantir uma aposentadoria melhor. Até mais!
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