Abaixo o racismo contra os brancos!
Nos últimos dias estive muito ocupado e/ou muito doente.
Queria aproveitar então estes dias em que estive melhor para escrever algo para o site, mas não encontrava um tema realmente bom, mas eis que, para a maior surpresa consegui isso assistindo TV (esse meio de “desaculturação” em massa).
Minha irmã e minha esposa estavam assistindo à novela “Duas Caras”. Não curto essa novela, mas ela agora está me fazendo rir à toa.
Vi hoje a máxima do “racismo silencioso” cometido contra as pessoas “de pela clara” (falar branco ou preto pode levar à cadeia, lembre-se disso!) – em uma cena em que a condessa está se abraçando e beijando com um tal mecânico (acho que era essa a sua profissão, não sei, quem me contou foram elas) da novela, ela comenta: “negro com negro, sem mistura alguma. Raça pura”.
Caraaaaaaaaaaaaaaaacas! Uma vez que ambos são negros e ela faz uma afirmação com tanta ênfase em rede pública nacional está tudo bem, pois está “cultuando os valores da cultura negra”, mas vamos imaginar o contrário: a condessa era branca, seu parceiro era branco e ela diz – “branco com branco, sem mistura alguma. Raça pura”, o que aconteceria?
A cena é EXATAMENTE A MESMA, mas logo alguém diria que o fato de ela ser uma branca, de alta posição social e pronunciar isso seria um ultraje contra a sociedade de decendência africana, minoria oprimida por aqueles que detêm o poder. É ou não é?
Agora eu me pergunto: quem está sofrendo tanto assim com o racismo – brancos ou negros? E por que isso tudo quanto à discriminação negra, se nossos índios até hoje perdem seus lares? Pior, perdem seu direito de viver!
Quem não lembra de um índio que há alguns anos atrás foi queimado por alguns jovens e esses se desculparam dizendo que “pensavam que era um mendigo”?
Mendigo ou não, índigena ou não, branco, pardo, negro, oriental, ariano ou não, todos têm o direito à vida. Ninguém é melhor do que ninguém!
Não sei quanto a vocês, mas quero começar a reclamar o meu direito de que acabem com todos os tipos de preconceitos e incutir em nós que só há preconceito contra um dos grupos é a coisa mais errada do mundo.
Julgo meus amigos por suas índoles e suas ações, não pelas suas raças, crenças ou roupas.
Acredito que a primeira coisa a exigir é que as emissoras, bem como o governo, parem de adotar tais medidas que não estão ajudando muito. Se querem condições iguais para todos, ofereçam condições iguais, mas não fiquem forçando.
Quem não lembra da regra das cotas das vagas universitárias?
Pois bem, cotas para negros, pois estes são desprivilegiados da sociedade.
Bem, não tenho nenhum dado estatístico em mãos, mas se o que eles estão querendo dizer é que a maior parte da população pobre no país é de origem afro-descendente e por isso não conseguem entrar na universidade, não bastava que as cotas fossem para POBRES em geral?
Além do mais, cotas para pobres, negros, índios ou seja lá que critério for não resolve o problema: quem entra por meio desse tipo de sistema pode sofrer o julgamento (novamente, preconceito) daqueles que lá o virem, pois logo irão pensar: “é, só entrou aqui por causa das cotas”.
Se queremos mudar o quadro, não seria melhor então melhorar a educação pública, oferecendo assim melhores condições a todos aqueles que não têm acesso a escolas particulares? Como sempre, essa solução é mais complexa, demanda tempo e recursos e o governo “não está nem aí” para resolver o problema, só quer é “sair bem na foto”, então para que fazer tudo isso?
Se você acha que é alvo de preconceito, se você se sente minoria, desprezado, julgado, pára de fazer papel de coitadinho e esperar que um monte de pessoas fique por aí gritando que isso ou aquilo é preconceito, pois o maior preconceito já começa por tantas pessoas a repetir isso tantas vezes – exija direitos iguais, não esmolas!
É, rede Globo, muito obrigado, você conseguiu me dar o que pensar e falar hoje com sua frase que, para não ser esquecida, merece ser repetida: “negro com negro, sem mistura alguma. Raça pura!”

Alguma dúvida?