Celibato e Abuso Sexual: uma “receita” antiga que não “cola” mais

Olá a todos.

Não sei se muitos sabem, mas não sou do tipo que fica assistindo televisão. Notícias, para mim, só aqui, pela Internet mesmo, onde a mesma chega mais rapidamente em todos os cantos do mundo e trazendo a opinião de várias pessoas, não somente de um grupo fechado que muitas vezes busca criar um consenso fabricado.

Infelizmente, nem as notícias na Internet eu tenho conseguido acompanhar direito, mas hoje, quando vi as coisas mais “antigas (notícias dos últimos dois ou três dias), com muita tristeza li esta notícia sobre o pedido de desculpas do papa por casos de abuso sexual praticados por padres.

Concordo com a opinião pública: um pedido de desculpas não resolve o problema. Aliás, mesmo punições não irão resolver tudo: o problema é “mais embaixo”.

Não é incomum, infelizmente, ouvirmos falar de casos em que alguns dos “homens da fé” do catolicismo praticam atos impróprios (por que não dizer crimes?) como este. E vão continuar a repeti-lo!

Não sou protestante, mas uma coisa que admiro no protestantismo é que nele não há o celibato obrigatório de seus pastores. Pensemos bem: se a própria Igreja AFIRMA que Deus não criou o homem para viver sozinho e que a mulher é sua companheira na longa jornada da vida, por que é proibido que os padres tenham também a sua parceira? Se isso ocorresse, com certeza o número de crimes dessa natureza cairiam. Como tantas pessoas já me disseram: os padres também são seres humanos e querem sua companhia, alguém para amar e respeitar.

Ou, dito de uma outra forma não tão bela, mas sincera quanto a tudo o que está acontecendo: os padres continuam sendo homens e, como tais, continuam a ter seus desejos sexuais, por mais que tentem repreendê-los!

A Igreja afirma que o celibato é necessário a fim de que o padre dedique-se completamente à sua missão. Agora, com a palavra, os historiadores. Bem, como não há nenhum aqui agora, de plantão, eu mesmo relato: o celibato foi instituído pela Igreja Católica numa época em que muitos assumiam ela como um meio de poder, de riquezas. Que melhor forma de garantir que os bens da “casa” não seriam divididos se os padres fossem proibidos de relacionar-se?

A Igreja hoje afirma que não mais busca a riqueza e o poder, então não há mais justificativa para querer impedir que os padres se relacionem. Deixe-os ter uma vida completa, como ocorre com os homens da fé em outras religiões e, com certeza, veremos uma redução nesses crimes bárbaros, onde pessoas em quem todos querem depositar a máxima confiança estão a cometer atos totalmente inconcebíveis.

Bem, infelizmente o papa somente fez o pedido de desculpas por abusos sexuais, de forma geral (nem mesmo pessoalmente foi feito) e pronto, disse que a Justiça fará o seu papel. Mas o problema começa nos próprios dogmas da Igreja, então é daí que a solução deveria começar!

Não queremos só desculpas: queremos medidas que resolvam o problema. E nem mesmo punir os padres que cometeram garantirá que outros não o farão.

É por essas e outras que digo: acredito em Deus – principalmente no “Deus Amor” que a maioria das religiões prega – , mas em religião, aí já é diferente.

Alguma dúvida?