O que é o comércio justo?

O comércio justo trata-se de uma expressão dada a um novo conjunto de diretrizes para o comércio que busca atuar de forma mais ética, por exemplo, para combater a pobreza em países em desenvolvimento.

Essa idéia nasceu na Europa há décadas atrás e já se espalhou pelo mundo todo, chegando inclusive ao Brasil. Hoje, a proposta do comércio justo possui uma linha de pensamento bem sólida e várias diretrizes a quem se interessar em participar, como (segundo o site Ética Brasil):

  • Justiça social;
  • Transparência;
  • Preço justo;
  • Solidariedade;
  • Desenvolvimento sustentável;
  • Respeito ao meio-ambiente;
  • Promoção da mulher;
  • Defesa dos direitos das crianças;
  • Transferência de tecnologia;
  • Empoderamento dos indivíduos.

Muitos produtos do comércio justo podem ter um preço acima do mercado convencional, mas justificado pelo fato de que o mesmo será usado em benefício da comunidade em questão, o que geralmente motiva ainda mais o consumidor consciente a adquirir o produto.

Geralmente são criadas organizações que buscam gerir as atividades das empresas envolvidas, a fim de garantir a transparência das ações.

No Brasil e no mundo todo (principalmente “no mundo todo”) vemos cada vez mais um crescimento bastante favorável deste tipo de comércio, demonstrando que há mercado para as empresas que se preocupam com o bem-estar das comunidades, do planeta e com a garantia dos direitos de vida e igualdade para todos. :)

A fim de que este tipo de comércio possa se expandir ainda mais, alguns desafios devem ser vencidos, como torná-las mais competitivas, bem como conseguir maiores financiamentos/investimentos que possam permitir a criação de novos negócios.

Segundo o site Mercado Ético, algumas grandes empresas já têm aderido a esse tipo de comércio no Brasil, como:

  • Pão de Açúcar;
  • Perdigão;
  • Banco ABN AMRO Real;
  • Tok & Stok;

Mas com certeza essas não são as únicas! Diversas empresas de médio e pequeno porte têm aderido ao comércio justo, um exemplo é a marca “Tudo bom?”, uma coleção de roupas criada pela microempresa Espaço Tudo Bom e que tem dado certo, principalmente fora do Brasil.

Da próxima vez que você for comprar algo, procure fazê-lo de forma consciente, procurando se possível uma empresa do “comércio justo”, você pode até pagar mais caro (eu, por exemplo, paguei mês passado R$ 130,00 por uma enciclopédia infantil que custaria em outro lugar no máximo R$ 60,00, sendo que eu nem mesmo estou precisando disso), mas vai ter a consciência tranqüila em saber que está fazendo o certo (no meu caso, o esforço deverá garantir a oportunidade para dois jovens de conquistarem o emprego na empresa e da mesma ajudá-los custeando um curso técnico-profissionalizante).

Os R$ 130,00 podem até fazer falta, mas nem por longe me arrependo dessa decisão. “Fazer o bem sem olhar a quem”. Acho que essa frase nunca me fez tanto sentido quanto naquele momento.

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