A Era do Superendividamento

Na época de nossos pais e avós, uma pessoa com dívidas era uma pessoa com problemas financeiros. Endividamento era uma palavra que (quase) significava incapacidade de gerir sua própria vida financeira. Hoje, estamos em uma “Era do Superendividamento“, isto é, o endividamento já é tão normal que as pessoas só se consideram realmente endividadas quando não apresentam meios de seguirem suas vidas devido à grande bola de neve que se formou!

Quer ver só? Quantos cartões de crédito você possui? Talvez três ou mais. Alguma vez não pagou todo o valor da fatura no vencimento, devendo assim pagar juros no mês seguinte? Muitas pessoas responderão que sim. Mas para muito, isso não é endividar-se. “Faz parte da vida”, a maioria diz. Bem, eu não sei de qual vida se está falando, pois em minha opinião se você não consegue honrar seus compromissos financeiros, significa que algo está diferente e, se não for descoberto logo, essa bola de neve rolará morro abaixo em sua direção, crescendo cada vez mais!

Apagamos de nossa cultura certos valores como “honrar compromissos em dia” e “nunca exceder suas capacidades”, incluindo novas ideias como “o que importa é ser feliz hoje” ou “e daí, está todo mundo fazendo isso também!”. Se esse problema permanecesse aqui, nesta geração, o problema seria passageiro, já que a próxima poderia “consertar tudo”, mas não é bem assim – nossos filhos são nossos “espelhos” e seus atos são reflexos de nossos atos. Como se pode dizer ao seu filho que ele deve economizar e lutar por uma vida digna e saudável quando se está endividado e atolado num mar de falsa luxúria?

Sim, num mar de falsa luxúria, pois se observarmos bem, levamos uma vida cheia de problemas financeiros por querermos ter coisas que estão fora de nosso alcance. Nossos celulares não são mais somente receptores e emissores de ligações – são TVs digitais, MP3 players, câmeras e filmadoras digitais, agendas eletrônicas, navegadores de Internet, leitores de documentos e apresentações, etc. Será que precisamos disso tudo?

Queremos ter TV LCD 52”, carro do ano, último modelo de celular, a roupa da moda, etc. Mas nenhuma dessas coisas é realmente importante para que tenhamos uma boa qualidade de vida!

As pessoas precisam se conscientizar de que precisam desintoxicar-se desse alto nível de consumismo e começar a se preocupar com algo que não é comentado nas escolas, nas universidades ou no ambiente de trabalho: sua educação financeira. Infelizmente, é muito difícil “convencer a manada de que está correndo para o lado errado”… E agora, amigo, o que podemos fazer para solucionar esse superendividamento que temos visto ao nosso redor? Se possui alguma sugestão, comente aqui!

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