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Qual o valor mínimo para começar a investir em ações?

Antes de mais nada, precisamos esclarecer que não há valor mínimo para começar a investir em ações. É fato. Entretanto, há custos envolvidos com as operações de compra e venda de ações, de tal forma que pode ser interessante ao investidor iniciante calcular o quanto deveria ter investido a fim de que o rendimento das ações seja suficiente para pagar tais custos e ainda terminar com valor positivo.

É interessante que todos sabem disso: gerentes de banco, consultores financeiros, etc. Entretanto, geralmente limitam-se a repetir somente a primeira afirmação: não há valor mínimo para começar a investir em ações, esquecendo-se de comentar a respeito dos gastos que estão envolvidos com as operações e custódia das ações.

Para identificar o melhor valor mínimo, você pode levar em consideração o custo das operações de compra e venda das ações, bem como o custo de custódia que o agente de custódia lhe indicará. Tais custos variam de acordo com a instituição financeira que manterá a custódia das suas ações.

Se bem me lembro (já faz algum tempo que perguntei isso por lá e não estou encontrando agora na web, posso estar enganado quanto a valores), no Banco do Brasil a custódia fica em torno de R$ 9,00 por mês e, se feitas pela Internet, sai em torno de R$ 20,00 por operação. É a forma mais barata segundo o BB, pois o valor da operação, quando feito pela agência, varia de acordo com o montante a ser operado, enquanto que pela Internet o valor é fixado.

Pois bem, se nosso objetivo é manter esse dinheiro por lá durante um ano, teremos então um gasto de R$ 9,00 x 12 (custódia por 12 meses) + R$ 20,00 (compra) + R$ 20,00 (venda) = R$ 148,00. Isso mesmo, só pela custódia e uma operação de compra e uma operação de venda, estaremos gastando cerca de R$ 148,00. Isso dá aproximadamente R$ 16,44. Alguém mais ávido pode já ter percebido que quanto mais tempo essa ação permanecer lá, “parada”, maior será o custo total, porém menos estaríamos “gastando por mês”, já que o valor de custódia é menor do que o valor da operação. Ressalto isso pois investimentos em ações a longo prazo beneficiam-se disso. 😉

Bem, devemos então procurar quanto seria o imposto de renda também. Como estamos em busca do “valor mínimo”, provavelmente não pagaremos imposto (o mesmo deve ser pago quando as operações de venda em um mês somarem R$ 20.000,00, alíquota de 15%).

Se nós aplicarmos R$ 3.300,00, esperando um rendimento mensal de 1% (perceba que, agora, eu preciso estimar um valor de rendimento mensal que acredito ser tangível mesmo se as coisas não estiverem muito boas), após um ano teríamos R$ 3.718,52, reduzindo os gastos com operações e custódia, percebemos que obtivemos um lucro de R$ 270,52, isto é, rendimento de aproximadamente 8,19% a.a., superior ao rendimento da caderneta de poupança no ano de 2008. Obviamente, não vamos investir em algo mais arriscado e esperar ganhar menos que em uma opção mais segura, sendo assim, para os valores aqui aplicados, R$ 3.300,00 seriam suficientes para garantir os gastos e ainda obter rentabilidade líquida acima da poupança.

Em minha opinião pessoal, as aplicações em ações deveriam ser feitas somente quanto a pessoa dispuser de R$ 4.000,00 a R$ 5.000,00 para aplicar e não houver problemas se, no curto ou médio prazo, as mesmas sofrerem forte desvalorização. Se você acredita que esta é a sua situação, então você já dispõe não somente do valor mínimo para começar a investir em ações, mas também de um perfil mais arrojado que o permita fazer isso. 😉

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Como fazer análise de ações?


Você sempre quis investir mas não sabe ao certo como fazer a análise de ações estudadas? Não se preocupe, este é um problema que todos, principalmente quem está começando a investir, enfrentam. E a dica para resolver esse impasse pode vir dos especialistas em mercado de ações.

Como todos sabem (ou deveriam saber) os preços das ações variam de acordo com os eventos envolvendo a empresa relacionada e seus concorrentes. Um escândalo na diretoria executiva da empresa? Os preços podem cair. Safra com produção recorde? Os preços podem subir. E assim por diante.

Percebam a existência do “podem”. É impossível prever com exatidão o que irá acontecer quanto ao valor de uma ação – não podemos prever as coisas que acontecem em nossa vida, o que dizer então daquelas que acontecem em uma grande multinacional? Entretanto, a análise cuida justamente de apontar a direção que, a partir dos dados atuais, parece ser a mais viável.

Há duas principais vertentes: a análise fundamentalista e a análise gráfica (ou técnica). Vamos falar agora, rapidamente, sobre cada uma delas.

Análise fundamentalista

Como o próprio nome prega, é baseada em fundamentos, argumentos, isto é, eventos acontecidos ou que acontecerão e nas consequências dos mesmos.

Nos exemplos que nós citamos acima, falamos sobre acontecimentos (o escândalo administrativo e a alta produção) e é baseado nesses argumentos que os fundamentalistas visam descobrir se o valor de uma ação irá subir, cair ou manter-se.

Quem busca o apoio da análise fundamentalista precisa, então, aprender a compreender o que cada acontecimento pode significar para a saúde financeira da empresa e de suas ações.

Análise Gráfica (ou Técnica)

Na análise gráfica, por outro lado, não se estudam os eventos ocorridos com a empresa, mas tão somente só os gráficos dos valores das ações, assumindo-se que os mesmos possuem informações suficientes para que se possa compreender qual deverá ser a tendência dos valores.

A análise gráfica busca enquadrar uma parte do gráfico em algum dos tipos previamente conhecidos a fim de determinar como o mesmo deverá comportar-se. Canal de alta, canal de baixa, triângulo, retângulo e formação OCO (ombro-cabeça-ombro) são alguns dos termos que podemos ouvir neste tipo de análise.

Há diversos blogs e sites exibindo análises gráficas de ações, bem como há diversos veículos de comunicação abordando análises fundamentalistas. E agora, em qual se apoiar?

Qual tipo de análise escolher?

Você pode escolher aquela que lhe parecer mais conveniente ou optar por ambas, combinando os resultados de ambas as análises e tomando decisões a partir delas. Você pode, por exemplo, somente tomar uma atitude quando ambas entrarem em um acordo, permanecendo indiferente sempre que elas se contradizem.

Como dissemos, são instrumentos para análise, o que significa que não há como garantir 100% de seus resultados.

Acho interessantes ambas e aos poucos vou lendo sobre elas, mas para aqueles que não possuem muito tempo para se dedicar somente a análises e balanços (como é o nosso caso), acredito que Os princípios de investimento de Warren Buffet podem ajudar bastante!

E você, como prefere fazer análise de ações? Diga-nos, estamos curiosos! :)

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